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4 de maio de 2007

 

7 - Igreja Universal compra emissoras de TV e Rádio Guaíba e Jornal do Correio do Povo

Em uma negociação-relâmpago que durou menos de dois meses, a Igreja Universal do Reino de Deus, representada pela sua empresa de televisão (Rede Record), concretizou a compra das emissoras de rádio (AM e FM) e televisão Guaíba e do Jornal Correio do Povo, ambos de propriedade, até então, do grupo Caldas Júnior.

No mês de fevereiro a Record já havia concretizado a compra das emissoras gaúchas; em março anunciou também a do Jornal Correio do Povo, diário com tiragem atual de 150 mil exemplares, publicado desde 1894. A transação completa foi estimada em R$ 100 milhões.

Estratégia para enfrentar a concorrência

As aquisições fazem parte de um plano de expansão do grupo ligado à Igreja Universal, que tem investido principalmente no crescimento da Rede Record, a fim de consolidar o segundo lugar na audiência e disputar com a Globo a liderança do mercado de televisão.

Para conquistar seu objetivo nacional a emissora do Bispo Macedo percebeu que seria fundamental travar a disputa também nos estados, consolidando uma programação local, principalmente num estado com fortes características regionais como o Rio Grande do Sul. Entre as prioridades está a produção de programação jornalística e de esportes, com o objetivo de rivalizar com a RBS, representante da Globo na região.

A Record não se manifestou sobre seu acordo com a TV Pampa, até então, sua afiliada na capital e no interior gaúcho. Os contratos entre a Record e a TV Pampa valem até 2008 para a capital e 2009 para o interior.

Concessão pública

O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul manifestou em nota pública preocupação em relação às aquisições da Igreja Universal. Entre as preocupações expostas, a principal é o tratamento das concessões como se fossem propriedades privadas, e não públicas.

Diz um trecho da nota:

“(...) Todos sabem que a operação de emissoras de rádio e TV dependem de concessão pública definida e delimitada em lei federal. Se, por qualquer razão, o permissionário não está mais interessado em operar, deve devolver sua licença ao Ministério das Comunicações e negociar apenas o patrimônio físico – prédios e equipamentos. Neste caso, como em todos os "negócios" que ocorrem no Brasil, os donos da mídia privada vendem as concessões públicas com toda a liberdade e cumplicidade do governo federal. Ganham dinheiro com o que não é seu, mas de toda a sociedade brasileira. Pergunta-se: para que serve a lei? (...)”
> A íntegra da nota foi reproduzida pelo Observatório da Imprensa (
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=422IPB005)

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